Mostrando postagens com marcador Carência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carência. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Carência Crônica

Pode até parecer meio clichê esse blábláblá de "ninguém me ama, ninguém me quer", mas eu realmente sinto mais falta DO QUE NUNCA de pessoas com conteúdo. Devo ter duas ou três na minha lista de prioridades. Pessoas que eu realmente me importe, que eu sinta falta. Um deles, é homem (macho, predador, conquistador e afins), e embora eu tentasse acreditar que o relacionamento mulher x homem que não envolva a palavra "sexo" seja simples como a amizade entre as mulheres, essa teoria está cada vez mais indo por água abaixo. As vantagens de ter um amigo do sexo oposto são várias. Não existe competitividade, ele NUNCA vai dar em cima descaradamente do teu amado (mesmo sendo gay, isso é código de ética) e nunca discutirá contigo por outro homem (a não ser que ele não concorde com alguma atitude dele ou sua). Agora, as desvantagens, aaaah essas também existem! Com certeza ele não te trocará por outro homem, mas não se surpreenda se ele desmarcar o programa de sábado a noite pra levar alguém pra casa dele, fazendo com que você fique em casa assistindo as Olimpíadas com seu espartilho de oncinha e maquiagem superultramega caprichada até as 4 da madrugada (sim, isso foi um desabafo). E não o culpe. EU não o culpei, e olha que não sou das mais compreensivas. E isso sempre acontecerá, a não ser, é claro, que você tenha uma amiga gostosa por quem ele caia de amores. Este amigo em especial, é totalmente diferente dos que eu já tive. Me liga quase todos os dias, aparece no meu trabalho assim, do nada, só pra me dar um abraço... Ás vezes tenho o pensamento idiota absurdo de que eu faço parte de alguma investigação em que ele está envolvido. O que não é muito impossível, rs. Nos reunimos no barzinho da facul ontem, meio que pra se despedir, pois ele viaja hoje e fica mais de uma semana fora. Conversamos um pouco e ele (pra variar) atendeu a uma ligação e teve que ir embora. Encontrei outro amigo, esse já bem mais colorido, aqueles casos tipo "lanchinho com lugar na geladeira" (leia-se Manual do Cafajeste). Faz mais de dois anos que mantemos essa relação meio casual. Claro que, durante esse percurso, eu já fiquei gamadinha pelo cara, mas como conheço ele a fundo e sei que se encaixa perfeitamente no tipo "cafa", aprendi a conviver com a situação e só curtir a vibe do momento. Acontece que ontem, entre lamentações e atualizações rotineiras, após eu dizer que estava de quatro por um carioca (após entrarmos em um assunto sobre tais) e que largaria fácil a vida boêmia por ele se realmente valesse a pena, ele me veio com essa de que eu "nunca fui desses amores" com ele. Eu mereço? A resposta foi curta e grossa: "claro, você nunca mereceu", o que é a mais pura verdade. É um caralhinho mesmo! Homens: ruim com eles, pior sem. Como estou nessa fase de "carência crônica", me baixou o Santo da Nostalgia e comecei a reler os históricos das conversas por MSN com um cara que já foi praticamente um irmão, tanto que nos chamávamos assim. Os melhores conselhos, os maiores desabafos e as piadas mais divertidas (e reais). Com ele bati meu récorde de 3 históricos em um mês, e isso fez com que eu ficasse até as 4 da madruga lendo as conversas e não chegando nem na metade. Agora, pra variar, ele está namorando e nada é mais como era antes, inclusive as conversas. Também não o culpo. Culpo as mulheres. Que odiozinho das mulheres. Fui pra cama pensando em como pessoas como ele realmente me fazem faltam. Pessoas que se preocupem comigo, que não me agradem por interesse ou comodidade. E, principalmente, que não me decepcionem, mesmo que tarde. Preciso de novos ares!

Sobre as Olimpíadas, resumo rápido hoje: Parabéns para os meninos do vôlei que acabaram de derrotar a China por 3 a 0 (25-17, 25-15 e 25-16) e foram pra final. O Márcio e o Fábio Luís também se classificaram no incrível confronto Brasil vs. Brasil, que lindo!

Sem P.Ss hoje. O desabafo foi suficiente.


"Eu não sou tão triste assim. É que hoje eu estou cansada." Clarice Lispector