sábado, 26 de setembro de 2009

Sobre Incompatibilidades Necessárias

Estava eu dia desses a me perguntar sobre o grande enigma da humanidade que é a razão pela qual sempre nos apaixonamos por quem não devíamos nos apaixonar. Em meio a inúmeras divagações e infinitas possibilidades, cheguei a uma conclusão mais do que provável.

A decepção amorosa nada mais é do que uma jogada do destino, uma cartada de mestre do cupido. Não entendeu? Raciocine comigo: por quantos caras você já morreu de amores e algum tempo depois se deu conta do quanto ele era repugnante? Quantas e tantas vezes você, enquanto curava uma dor de amor, conheceu aquela pessoa maravilhosa que, mesmo que por pouco tempo, te fez esquecer não só da antiga paixão, mas também do mundo? E novamente se decepcionou enquanto achava ser perfeito até encontrar outra pessoa? Por quem se decepcionou de novo, e de novo e outra vez?

Isso não passa de um ciclo vicioso, mas não infinito. Vejamos um casal de velhinhos completando bodas de diamante, felizes e contentes como quando se conheceram, agradecendo a Deus por terem se conhecido e pertencerem um ao outro. Após uma decepção qualquer ela o conheceu e ele se apaixonou. E dessa vez, tudo deu certo, as coisas se encaixaram, e percorreram longos anos de satisfação.

No auge dos meus 20 e poucos anos eu não pretendo e nem desejo encontrar meu príncipe encantado. Eu quero conhecer gente, beijar gente, e decepcionar gente também, por que não? Afinal, a vida é feita de trocas, de reciprocidade. Decepcionamos e somos decepcionados. Não que devemos entrar em um relacionamento já tendo em mente que não vai dar certo. Vale a pena brincar de faz de conta e imaginar que talvez ele possa ser o homem da sua vida, mesmo sabendo que, bem lá no fundo, você só está esperando que ele te decepcione para que possa conhecer novas oportunidades.

Imagine só se na vida não houvesse decepções. Imagine se a primeira pessoa com quem nos envolvêssemos fosse a pessoa perfeita, com quem passaríamos o resto de nossas vidas. Não sofreríamos por um amor mal sucedido, não é? Mas certamente eu estaria casada com um paraguaio enrustido foragido da polícia com uma penca de bugrinhos catarrentos pendurados nas minhas tetas caídas. Não, obrigada! Prefiro minhas decepções.

4 comentários:

Iúna disse...

eita! parece que achar a pessoa certa é uma loteria. Se bem que acredito que a pessoa certa nao existe, pois nada vem pronto, precisamos trabalhar para a transformaçao, ou pelo menos para mitigar os defeitos mais escabrosos.

L. disse...

Ooi, estou recomeçando meu blog.
eu era moderadora do blog http://kisscallmelater.blogspot.com/
e estou tentando contactar os blogs que eu seguia :)

:*

Taíse disse...

Heeeiiiiiiii...to chocada!
como eu não li esse blog antes? neeega do ceu...ameei seus textosssss!!! vê se atualiza logooo!

Pammella disse...

Oi. Amei seu texto garota.
Estou procurando blogs interessantes e inteligentes pra seguir.
Segui o seu.. Beijos e parabéns ^^